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Gás natural - Redenergia

Gás Natural

Gás natural - PCS=9.400kcal/m3

Composto basicamente de hidrocarbonetos leves, nas CNTP encontra-se em estado gasoso. Normalmente, é encontrado em reservatórios subterrâneos ( ou submarinos) acompanhado ou não, de petróleo. Quando mesclado ao petróleo ou envolvendo-o, temos o gás natural associado. 

O gás não associado caracteriza-se pela ausência de óleo ou ínfima presença. No caso de gás associado, sua produção está intimamente vinculada à produção do petróleo, diferentemente dos reservatórios de gás não associado. Daí a necessidade de manter-se o preço do gás atrelado a um combustível cujos custos sejam estáveis. Outrossim, a composição do gás natural também é bastante variável, dependendo também de estar ou não associado. Fundamentalmente, compõe-se de metano, etano e propano. Apesar da pequena quantidade, é bastante comum estar contaminado com nitrogênio, dióxido de carbono, água e compostos de enxofre. 

Da mesma forma que o GLP, o gás natural também é inodoro, incolor, inflamável e asfixiante. Assim sendo, por questões de segurança, é impregnado com compostos de enxofre que, apesar de caracterizar-lhe o odor, não tem propriedades corrosivas. 

Apesar de ser transportado basicamente por dutos, em seu estado gasoso, o gás natural também pode ser feito pressurizado e transportado em cilindros (GNC) ou ainda em estado líquido (GNL), onde seu volume é reduzido em ~600 vezes, facilitando o transporte em caminhões, navios ou barcaças criogênicos (-1600C). 

O gás natural é hoje, a terceira maior fonte de energia primária do mundo, superada pelo óleo e carvão. Até o início desse século, a principal fonte de energia na indústria era carvão. A partir dos anos 50, o gás natural passou a fazer parte da matriz energética dos EUA, que era responsável por 92% da produção e do consumo mundiais. 

Na Europa ocidental, a indústria do gás começou a desenvolver-se na década de 60, com a descoberta e exploração do campo de Groningen, na Holanda. Nessa mesma época, começou sua utilização no Brasil. 

Em 1996 as reservas provadas de gás natural no Brasil eram da ordem de 157,7 bilhões de m3, ainda assim é uma fonte pouco expressiva na oferta do país. Com a chegada do gás da Bolívia, a meta é passar-se dos atuais 2,6% para 12% de representatividade dentro da matriz energética nacional, em 2010.
 



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